Vejam quando eu enfrentei preconceitos, aqui estão relatados apenas alguns .
Quando pessoas que não me ve a tempos pergunta se estou grávida, em festas da família todos ficam me controlando , eu pego algo para comer eles falam ,vc não pode comer já está gorda, tem uns primos que me chamam de jabulani ,outros falam como pode? vc tão linda que era ,agora ficou assim, um dia um primo me falou : agora eu acredito que uva vira abacaxi, outros me falam assim : te confundi com a tia Fá ( que é minha mãe e também sempre foi gorda , hj ela está mais magra que eu.) , agora a pior , foi uma vez que fui com meu esposo no PS , porque ele havia cortado a mão , e na hora que a recepcionista fez a ficha ,virou para ele e disse: se não consegue assinar , sua mãe pode assinar pra vc ,disse isso olhando para mim, eu falei : Espera ai que vou buscar sua mãe. A moça ficou tão sem graça ,não sabia onde enfiar a cara , e falou : não a sra. mesmo pode assinar . Imaginem a minha raiva , pois meu marido tem 58kg ,parece um menino e a moça me deu uma dessa.A ultima foi esses dias , fui na igreja e os bancos cabem 7 pessoas , cheguei não tinha lugar para eu sentar , passado um tempo , uma moça levantou e ofereceu o lugar dela para eu sentar , quando as outras viram eu entrando na fileira do banco para chegar no lugar da moça, arregalaram aqueles olhos e ficaram me medindo ,olhavam para mim e para o lugar no banco . como quem diz: vc ? não vai caber .quando viram que mesmo assim eu continuei indo para o lugar ,elas começaram se afastar ,fazendo um esforço enorme para sobrar espaço para mim. Eu fiquei tão envergonhada,senti meu rosto queimar , deu vontade de sair correndo ,mais fui forte ,sentei na pontinha do banco ,não tive coragem de me acomodar e encostar minhas costas no encosto do banco , de medo que elas fossem ficar bravas, sai de lá com dor nas costas , pela maneira que que fiquei sentada, mais isso vai mudar ,tenho certeza.
Isso sem contar quando entro em uma loja , e as pessoas ficam me medindo e nenhuma vendedora quer me atender , ficam se entre olhando , com medo de perder a vez e não vender nada , pois não tem .Esse mês eu fui a uma loja "TACO" , peguei uma baby look para mim , tam GG, olhei e achei que servia ,mais não quis experimentar , entreguei para a vendedora e disse que iria levar , ela então me olhou e falou : è para presente? Claro que eu respondi que NÂO,ela então foi embrulhar ,mais nos olhos dela estava escrito o que ela estava pensando : NÃO VAI SERVIR. Mais serviu.
Hj é só um desabafo e queria convidar as colegas a contar aqui suas experiÊncias com preconceitos . Vamos fazer isso como um movimento contra o preconceito . Conto com vcs.
Bjos e tenham um bom dia.
Aproveito para colocar aqui uma matéria da Revista VEJA de 22 /11/2000 sobre esse tema

Pesquisa atesta preconceito contra
obesos, que ganham menos e penam
para arrumar emprego
obesos, que ganham menos e penam
para arrumar emprego
Maurício Oliveira
Os movimentos contra os preconceitos de que são vítimas os mais diferentes grupos sociais, étnicos e parcelas da população prosperaram com muita vitalidade nas últimas décadas. Uma das minorias atingidas, entretanto, nunca mereceu maior atenção, mesmo se tratando da que ocupa mais espaço físico. São os obesos, cuja discriminação no mercado de trabalho começa agora a ser comprovada. Um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, coordenado pelo professor de administração Mark Roehling, concluiu que a probabilidade de uma pessoa ser preterida na hora da contratação por estar muito acima do peso considerado ideal pela medicina pode ser maior que a de um negro e até de um ex-presidiário, dois segmentos historicamente colocados à margem da sociedade. Ele pesquisou empresas da região de Michigan e constatou restrições na hora de contratar, promover ou dar aumentos salariais a empregados gordos. A Associação para o Avanço da Aceitação da Obesidade, uma organização não-governamental com sede em San Francisco, chegou a fazer cálculos sobre os prejuízos financeiros. Os executivos em postos de alta gerência com 20% de excesso de peso ganham 4.000 dólares a menos por ano que os profissionais enquadrados no manequim esbelto. No caso de mulheres muito gordas, a diferença de salários pode chegar a 24% para a ocupação de cargos equivalentes. Timidamente, a causa dos obesos tenta alçar vôo – a associação de San Francisco tem 5.000 afiliados, número ainda magro se comparado à abundância de militantes que afluem aos movimentos gays, feministas ou antitabagistas.
No Brasil, a ditadura da balança também faz suas vítimas no mercado de trabalho, atingindo aqueles que se enquadram na classificação de obesos, baseada em uma equação simples que leva em conta o peso e a altura de cada indivíduo. Em um levantamento da consultoria Catho, foi apresentada a 1 400 executivos uma lista de razões que podem barrar um pretendente a emprego. Nada menos do que 73% dos presidentes e diretores e 68% dos gerentes cravaram um "x" na alternativa "ser gordo". O índice foi superior ao de outros tradicionais motivos de rejeição, como "estar desempregado há mais de seis meses", "ser mulher com filhos pequenos" e "ter mais de 50 anos". "O obeso é visto como alguém lento e não sadio, por mais que isso não seja verdade", afirma o headhunter Marcelo Mariaca, da consultoria Mariaca & Associates, acostumado a selecionar executivos sob encomenda de grandes corporações. "Cabe a ele escolher se é melhor conviver com esse preconceito inevitável ou se vale a pena lutar para perder peso."
Já começam a ser registrados no Brasil os primeiros casos em que a discriminação é contestada. Um deles deu-se em Jundiaí, no interior de São Paulo. Interessada em uma vaga para caixa no supermercado Carrefour, Daniela Aparecida Xavier, jovem de 21 anos, apresentou o currículo e duas semanas depois foi chamada para a entrevista. Só que, quando a viu pessoalmente, o encarregado pela seleção disse, na frente das outras candidatas, que ela não seria chamada por ser gorda. A moça saiu da sala chorando. O episódio chegou ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho, que convocou o supermercado para prestar esclarecimentos. "A empresa apresentou a justificativa de que ela não poderia ser contratada porque não caberia no caixa, o que confirmou a discriminação", conta o procurador Ronaldo José de Lira. Ao final do processo, a rede varejista comprometeu-se a não repetir a atitude, sob pena de pagar multa diária de 5.000 reais.
Já o caso do comissário de bordo Mauro Lopes Bernardes, 43 anos, de São Paulo, foi parar na Justiça do Trabalho. Ex-funcionário da Transbrasil, depois de uma década de profissão ele começou a engordar – e a ser pressionado por seus superiores. "Havia até colegas que me deduravam, contando que eu tinha repetido o prato", diz Mauro Lopes. Quando chegou aos 115 quilos, distribuídos em 1,80 metro de altura, pediu demissão e entrou com processo trabalhista. "Só havia cobrança e nenhuma ajuda", ele se queixa. Sua reclamação maior era que a atividade estressante, os horários irregulares das refeições e as noites mal dormidas, típicas em sua profissão, facilitaram o crescimento horizontal. Hoje, tem 25 quilos a menos, performance obtida e mantida enquanto aguarda o desfecho do processo. Nos Estados Unidos, já há escritórios de advocacia especializados em causas similares. "Lá, como aqui, o grande problema é conseguir uma prova consistente, porque a discriminação sempre vem disfarçada em outras alegações", diz o presidente da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas, Luís Carlos Moro.
Em determinadas circunstâncias, o preconceito pode ser escorado em motivos médicos. Obesos têm maior propensão a doenças e isso é uma grande preocupação para as empresas, porque faz aumentar os períodos de licença, o índice de faltas ao trabalho e as despesas com tratamentos médicos. "As companhias estão cada vez mais valorizando profissionais que cultivam um estilo de vida saudável, e a obesidade sugere justamente o oposto disso", diz o médico Ricardo De Marchi, autor do livro Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho. Preocupadas com o excesso de quilos dos funcionários, problema que já atinge 30 milhões de brasileiros, muitas empresas estão tomando atitudes práticas para ajudá-los a manter a forma, convidando, por exemplo, representantes da organização Vigilantes do Peso para palestras ocasionais e atividades de conscientização que se estendem por até dez semanas. É o caso da IBM, Dow Química, Varig, Gillette e do BankBoston. Na Eli Lilly, um programa conseguiu reduzir a obesidade em 80% dos participantes. Na Xerox, depois que uma pesquisa entre os funcionários revelou que 75% eram sedentários e 17% obesos, iniciou-se um projeto emergencial de promoção da qualidade de vida. O restaurante passou a informar as calorias de cada prato e uma balança foi colocada bem na porta de entrada – uma estratégia nada sutil para desencorajar exageros.
O estudo da Universidade de Michigan concluiu que um dos fatores que contribuem para ampliar o preconceito nas firmas é a falta de mobilização dos obesos, que não se enxergam como um grupo. Outras categorias obtiveram avanços significativos – já existe lei nos Estados Unidos que assegura parte das vagas nas grandes empresas aos negros, por exemplo. Até agora, no entanto, o único Estado que prevê punição para a discriminação por peso é Michigan, justamente onde foi realizada a pesquisa que revelou a rejeição explícita aos profissionais obesos. No Brasil, a criação de leis semelhantes ainda não é sequer cogitada. "O obeso sofre preconceito desde criança e desenvolve uma autocensura que o atrapalha pela vida afora", admite a gerente dos Vigilantes do Peso em São Paulo, Cleide Guimarães.


Fica aqui minha indignação !!!


3 comentários:
Amiga vou voltar aqui no teu post e ler a materia da revista, mas desde já quero te dizer que as pessoas são desumanas, acham que não emagrecemos por puro relaxo. Infelizmente mtos de nós engordamos por fatores geneticos associados a uma vida mais sedentaria, e não por que comemos absurdamente. Um exemplo são minhas cunhadas que comem pacas, o dobro que eu e são umas palitos rsrsrs. Mas elas não tem esse fator genetico contra elas. Esse preconceito é cruel. Somos mto mais que aparencia, se por fora estamos fora dos "padrões de moda" isso não significa que somos monstros temerosos... São casos e casos claros, mas deveriamos ser respeitados pelo que somos e não pelo que parecemos. Por isso amiga eu decidi uma coisa, não emagreço por causa dos outros, nem pra entrar no padrão que aquelas medidas que esse povo da moda fala que é o ideal. Eu estou na luta contra a obesidade e sobre peso so por causa da minha saúde e minha autoestima, me recuso alimentar esse esteriótipo de magra que é feliz! Na verdade tem mtas modelos magerrimas que sofrem de depressão... Ser magra não é ser feliz. Cada um de nós temos um biótipo, uma altura... Nem tudo que é bom pra um é bom pro outro. Eu vou fazer um post sobre esse assunto depois no eu blog. Bju linda!!
Nota 10 para seu post hoje. Outro dia conto oq já passei, se eu contar hj vou chorar, já estou com vontade só de ler oq vc escreveu e me ver em muitas das suas experiências. Bjks
Oi gata!!!
Adorei o seu post de hj. Em breve farei esse comentário no meu blog tb.
Aqui no Rio de Janeiro, eu fiquei abismada com o que vi dentro de um ônibus. Nos assentos especiais para deficientes físicos e idosos, incluiram um bonequinho gordo para que o assento seja destinado aos obesos tb. Fiquei bege qdo vi porque dá a impressão de que ser obeso é uma deficiência física. não sou obesa, mas estou bem acima do meu peso ideal. Mas me coloquei no lugar de um obeso que vê aquela placa e logo pensa: "Sou apenas obeso e tenho o direito de me sentar onde quero, mas não é assim que a sociedade enxerga."
Fique de olho no meu blog que em breve vou relatar casos reais de pessoas que entrevistei falando sobre isso.
Beijokas no ♥.
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